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Jaloo no Sesc Ribeirão Preto



Nascido em Castanhal, no Pará. 30 anos. Jaime Melo Junior. Cara de índio. Jeito de menino espevitado. Voz andrógina. Essa poderia ser uma boa definição de Jaloo. Mas ele é mais. Muito mais. Acabou realizando seu show no Sesc Ribeirão Preto, no último domingo (12) e O Himalaia fez questão de trazer esta cobertura aqui para vocês.






Conheci seu trabalho através do longa “Paraíso Perdido” da Monique Gardenberg, daí que fui pro show esperando alguma performance parecida com a que ele faz lá. Que nada! No filme, ele vive uma drag queen que sofre uma agressão após se apresentar na casa noturna de sua família. No filme, ele canta versões de músicas bregas com uma pegada contemporânea, minimalista. É uma coisa linda! Assistam, vale a pena! Mas no show apresentado no Galpão do Sesc, o que assistimos é a essência desse cantor/compositor inquieto. No palco, ele se transforma a cada música e é muito difícil classificar seu som. O mais próximo que consigo pensar num exercício de aproximação seria...  Já pensou se a Bjork tivesse nascido no Pará e tivesse um filho com o David Bowie? Então, é algo assim, meio Jaloo, sabe? É, pois é, no futuro poderemos super classificar algum artista com essa nomenclatura.



O que o show nos mostrou é que mais que um cantor/compositor/produtor, Jaloo é um projeto. Como se enxergássemos ao mesmo tempo criador e criatura. Em suma, ele é um ator, um interprete. Está ali cumprindo um papel, uma função. E isso o dignifica. E o impulsiona a ser vários. Outra imagem que me veio assistindo seu show, é que ele é como uma fênix. Que morre e renasce a cada canção, cada disco. E isso é extremamente perigoso. E muitíssimo sedutor.


@miliandolla, @jaloomusic e @josegeorgecosta

Créditos: Todas as fotografias são da nossa fotógrafa Lisa Cristine (@lisaccristine).

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